Wine tour pelo Vale do Rhône Setentrional, na França

A França encanta o mundo com sua beleza e obras arquitetônicas, basta lembrarmos, sem muito esforço, do Arco do Triunfo e da Torre Eiffel. Sem sombra de dúvidas a França é um país que inspira e respira o sentimento mais belo do homem – o amor, tendo sua capital Paris, conhecida como a apaixonante cidade luz.

A França se destaca por ser um dos lugares mais visitados do mundo, pois, além de importantes monumentos históricos, o país é também um dos maiores produtores e exportadores de vinhos do mundo. O Vale do Rhône é o segundo maior vinhedo da França logo após Bordeaux, e uma região ideal à prática do enoturismo, destino essencial para os amantes de vinhos.

wine-GIMtravel

O Vale do Rhône é o segundo maior vinhedo da França, logo após Bordeaux. Foto: GIMtravel

“Rio de Vinho”

O Vale do Rhône se refere à região ao longo do Rio Rhône (o rio nasce nos Alpes Suíços, e deságua no Mediterrâneo), o Vale do Rhône vai de Vienne à Avignon e margeia as encostas do Rhône, dando nome a essa região vinícola.

O Vale do Rhône é uma região que possui grandes contrastes de solo, climas e relevos, capazes de possibilitarem o cultivo de diversos tipos de uvas com colorações e sabores únicos; ingredientes não faltarão ao paladar do enoturista de plantão na região.

Dividido entre Vale do Rhône Setentrional (ou norte, em português) e Vale do Rhône Meridional (ou sul, em português), as vinhas do Vale do Rhône se iniciam em Vienne, e terminam ao sul, nas proximidades da cidade de Avignon.

 

O Vale Do Rhône Setentrional:

 

Vale do Rone - Norte - Pinterest

Vale do Rhône. Foto: Pinterest

Na parte norte do Vale do Rhône (ou no Vale do Rhône Setentrional, se assim preferir) são produzidos os vinhos mais finos do Rhône, onde as uvas tintas Syrah e as brancas Clairette, Viognier, Marsanne e Roussane predominam na região. O Vale do Rhône Setentrional produz em suas diferentes AOCs vinhos muito distintos para uma mesma tipologia de uva, mesmo considerando solos que se assemelham em algumas sub regiões, oferecendo, assim, vinhos de excepcional qualidade, rico sabor e notável grau aromático.

A região norte do vale do Rhône é caracterizada por encostas íngremes e clima do tipo continental, que temperam o ambiente com chuvas e boa luz solar em seus invernos frios e verões quentes, favorecendo condições perfeitas à única variedade de uva para vinhos tintos na região, a Syrah. Os vinhedos do Rhône são mantidos em terraços por muros baixos, por causa das encostas íngremes; tais muros são chamados de “chalais”, que proporcionam uma estética simpática à beleza da paisagem.

 

Vinhos Clássicos do Vale do Rhône Setentrional:

 

Hermitage - Vale do Rhône - Flickr

Vilarejo de Hermitage, no Vale do Rhône Setentrional. Foto: Flickr

 

A região possui uma carta de vinhos de alta reputação com denominações de origem do Vale do Rhône. A AOC (Appellation d’Origine Contrôlée), é uma padronização de controle dos vinhos produzidos na Europa, que visam garantir um padrão de qualidade e determinação – Appellation – de origem da região produtora. Cada AOC refere-se à diferentes vinhedos, solos e técnicas, oportunizando um wine tour de degustações e visitas aos mais renomados produtores da região.

As Appellations de maiores prestígios são: Côte-Rôtie, Hermitage, Crozes-Hermitage, Condrieu, Saint-Joseph, Château-Grillet, Saint-Péray (Saint-Péray Mousseux) e Cornas.

  • Côte-Rôtie: Lentamente envelhecidos em barris, os vinhos do Côte-Rôtie são formidáveis, intensamente complexos, muito apreciados por sua autenticidade e excepcional qualidade;
  • Hermitage: É a AOC mais conhecida e prestigiada, a localidade possui o solo e condições mais favoráveis no mundo à Syrah, tornando as frutas mais coloridas e com riqueza aromática, viabilizando a produção de grandes vinhos tintos, com safras guardadas por décadas;
  • Crozes-Hermitage: Vizinho à Hermitage, com uma área 10 vezes maior, no entanto não se igualam em níveis de qualidade e longevidade de seus vinhos, dispõe de vinhedos de Syrah, Marsanne e Roussane, com uma produção mais destacada aos vinhos brancos secos com toque de frescor e aroma típicos;
  • Condrieu: Com uma particularidade, a denominação de Condrieu produz apenas vinhos brancos, com uma suavidade que pode ser produzida em grandes safras da uva Viognier, oferecendo um requintado perfume fabuloso;
  • Saint-Joseph: Além da opção de vinho branco, o vinho tinto de Saint-Joseph é elegante e fino, delicadamente envelhecido aos cuidados de uma década, para exaltar os seus sabores;
  • Château-Grillet: O menor domínio de toda a França, com menos de 4 hectares, produz vinhos brancos raros, em um processo de envelhecimento de pelo menos 2 anos em barris de madeira;
  • Saint-Péray (Saint-Péray Mousseux): Neste domínio elaboram-se os vinhos brancos com baixa acidez e baixo teor alcoólico, sendo apreciados por conter finos aromas dependendo do ano e dos produtores. Neste território, habitam os vinhos brancos, secos e os espumantes, sendo o espumante Saint-Péray Mousseux o queridinho e objeto de destaque desta AOC;
  • Cornas: Talvez menos conhecida que as apelações vizinhas, mas um ótimo vinho para se dispor em uma adega, que além de ser um bom vinho tinto, ressalta seus sabores ao envelhecer, num majestoso popular: “fica melhor com o tempo”.

 

Norte do Rhône e suas denominações sub-regionais:

Ainda no norte do Rhône, se encontram quatro denominações diferentes das denominações comunais encontradas na região. Tratam-se de denominações mais semelhantes aos de Provence, ao sul da França. São elas: Clairette de Die e Crémant de Die, que produzem espumantes com as uvas Muscat Blanc e Clairette; Coteaux de Die, utilizando-se de uvas brancas Clairette na produção de vinhos brancos suaves e secos; e ainda a AOC Châtillon-em-Diois, que produz vinhos brancos e tintos suaves, além dos vinhos rosés a partir das uvas Pinot Noir, Gamay e Syrah.

 

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1 Response
  • Maria Elisabeth Pinheiro
    setembro 14, 2018

    Um espetáculo! estou adorando receber os comentários.

    Obrigada

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